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O Cruzeiro do Galo em Barcelos conta o milagre que deu origem à lenda do Galo

 



No Museu Arqueológico de Barcelos encontra-se o Cruzeiro do Galo, padrão alusivo ao milagre de São Tiago, episódio que deu origem à lenda do Galo.


O Cruzeiro do Galo

Com uma vista maravilhosa para o rio Cávado, as ruínas do antigo Palácio dos Condes de Barcelos, são hoje em dia, um museu ao ar livre, que testemunha um passado histórico medieval.

No Museu Arqueológico de Barcelos podemos encontrar peças que testemunham o povoamento do região desde a Pré-História. Sarcófagos medievais, símbolos heráldicos, marcos da Casa de Bragança, vários elementos arquitetónicos vindos de igrejas e conventos desmantelados e pedras brasonadas de antigas casas nobres já desaparecidas completam o espólio arqueológico em exposição.

Logo na entrada, encontramos o Cruzeiro do Galo, proveniente de Barcelinhos (uma das freguesias de Barcelos situada do outro lado do rio) onde existia a forca de Barcelos.

O Cruzeiro do Galo, datado de inícios do séc. XVIII,  conta-nos em baixo-relevo o momento alusivo ao milagre de São Tiago, episódio que deu origem à antiga lenda do Galo de Barcelos, o ex-libris da cidade.

O Cruzeiro medieval tem gravados elementos alusivos aos milagres de São Tiago e do Enforcado, mais conhecidos popularmente como o Milagre do Galo. Numa das faces estão representados o Galo, o Enforcado e São Tiago, e na outra face estão gravadas as figuras de Nossa Senhora e de São Bento.



Lenda do Galo de Barcelos

Lenda do Galo está associada ao Cruzeiro do Galo.

Segundo a lenda, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, com o facto de não se ter descoberto o criminoso que o cometera. 

Certo dia, apareceu um peregrino galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou que o galego se dirigia a Santiago de Compostela em cumprimento de uma promessa, nem que fosse fervoroso devoto do santo que, em Compostela, se venerava. Por isso, foi condenado à forca. 

Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado que, nesse momento, se banqueteava com alguns amigos. 

O peregrino voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa, exclamando: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”. 

Risos e comentários não se fizeram esperar mas, pelo sim pelo não, ninguém tocou no galo.

O que parecia impossível tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz correu à forca e viu, com espanto, o pobre homem de corda ao pescoço. Todavia, o nó lasso impedia o estrangulamento. Imediatamente solto foi mandado em paz.

Anos mais tarde, o galego voltou a Barcelos e fez esculpir e erguer o Cruzeiro do Galo em louvor à Virgem Maria e a Santiago Maior por o terem poupado à morte.



A lenda do Galo imortalizou-se na cultura portuguesa através do famoso Galo de Barcelos em cerâmica, passando rapidamente, de símbolo do artesanato barcelense a ícone de identidade de Portugal no mundo.




Cruzeiro do Galo de Barcelos

Museu Arqueológico do Paço dos Duques

Barcelos

Região do Minho

Portugal



Fontes: 
Visitportugal - Turismo de Portugal, I.P.

Município de Barcelos



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