As Termas Romanas do Alto da Cividade em Braga

 


Termas Romanas de Maximinos / Alto da Cividade / Colina dos Maximinos / Braga


Na colina do Alto da Cividade, União de Freguesias da Sé, Cividade e Maximinos, no interior de uma ampla área arqueológica protegida, próximas do museu arqueológico D. Diogo de Sousa, situam-se as ruinas arqueológicas das únicas termas públicas romanas, conhecidas em Braga, classificadas como Monumento Nacional desde 1986.

A Câmara Municipal de Braga com apoio financeiro do Ministério da Cultura e conjuntamente com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho e o Museu D. Diogo de Sousa, procederam à musealização dos vestígios arqueológicos e à requalificação do espaço envolvente, que abriu ao público em Novembro de 2004.

Na sequência do surgimento dos primeiros vestígios, em 1977, deu-se início a um conjunto de intervenções arqueológicas desenvolvidas pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, apontando-se o século II, como a data provável para a construção das Termas.

Em 1999, quando se procedia à definição do limite da Palaestra das Termas, descobre-se um teatro anexo, um monumento de grande valor patrimonial.

Em 2005 / 2006 - são realizadas escavações junto às termas de modo a por a descoberto a teatro romano aí existente.

O espaço possui acessibilidades para pessoas com mobilidade condicionada e condições de visita para invisuais.



Nota Histórico-Artística

Edificado entre os séculos I e III d. C. durante a renovação urbanística flaviana da antiga Bracara Augusta, este monumental complexo termal situa-se na plataforma superior da colina de Maximinos, na zona mais alta da cidade de Braga, constituindo o único edifício de características públicas identificado até ao momento no perímetro escavado desta importante cidade romana.

Embora o seu contorno original ainda não tenha sido totalmente escavado, as investigações realizadas até ao momento permitem afirmar estarmos perante um edifício que foi objeto de algumas alterações estruturais, desde o momento em que se deu início à sua construção - séc. I d. C. - até à época em que a sua utilização terá sido abandonada, já em pleno século V d. C., numa altura em que o Império Romano no Ocidente entrava em colapso.

De fato, os vestígios encontrados até agora confirmaram a existência de três épocas construtivas, à primeira das quais corresponderia um edifício "pré-termal" atribuído ao período de Júlio Claúdio. O segundo ciclo ocorreu já durante a fase Flávio/Antonina, e encontra-se representada neste sítio pela presença de um balneário de características públicas, em cuja edificação ter-se-á reaproveitado a estrutura preexistente. Por fim, a terceira fase construtiva teve lugar entre os finais do século III d. C. e os inícios da centúria seguinte, e foi essencialmente assinalada pela profunda remodelação realizada neste complexo termal, cujo primitivo recinto acabaria por ser substancialmente reduzido, provavelmente na sequência da aplicação de todo um programa de renovação urbana diretamente relacionado com a elevação de Bracara Augusta a capital da província da Galécia por Diocleciano.

Entretanto, as campanhas arqueológicas empreendidas desde 1977 (ano em que o complexo foi descoberto) neste importante campo arqueológico têm permitido identificar diversos elementos constituintes destas termas públicas, das quais farão parte diversas canalizações.

Transposta a entrada das thermae (termas ou balneário), acedia-se ao apodyterium (vestiário), com natatio, (piscina de água fria), antes de se penetrar na palaestra (ginásio) ou no frigidarium (frigidário, ou compartimento fria), seguido do tepidarium (tepidário, ou compartimento tépido) e do caldarium (caldário, ou compartimento quente), cujas salas eram aquecidas através dohipocausto (estrutura subterrânea formada por arcos ou pilares para circulação de ar quente), a partir do praefurnium (fornalha).

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/ [AMartins]


















Localização:
Rua Dr. Rocha Peixoto, Braga

Contactos:
Tel.253 278 455 | termas.romanas@cm-braga.pt



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