PASSEAR PORTUGAL

A Reserva Natural do Estuário do Sado

 


O Rio Sado nasce na Serra da Vigia, perto de Beja, e percorre as planícies alentejanas ao longo de 180 km em direção a Norte, desaguando junto a Setúbal.

O seu estuário forma-se próximo de Alcácer do Sal, zona húmida muito fértil onde a paisagem é marcada pelos arrozais, cultivados em tabuleiros, e pelos ninhos de cegonhas-brancas, empoleirados nas torres das igrejas ou nos postos de eletricidade. 

O Estuário do Sado estende-se ao longo de 50 km entre as cidades de Setúbal e Alcácer do Sal. É limitado a oeste pela Península de Troia, a norte pela Cidade de Setúbal, a leste pela Herdade do Pinheiro e a sul pela estrada N253. A partir de Lisboa toma-se a A2 em direção a Setúbal, podendo cruzar-se pelo ferry-boat em direção a Troia.

Trata-se do segundo maior estuário de Portugal a seguir ao Tejo, sendo simultaneamente uma das mais importantes zonas húmidas portuguesas em termos das comunidades de aves aquáticas que o utilizam.


Para a sua proteção, o Estuário do Sado foi declarado, em outubro de 1980, "Reserva Natural" e zona de proteção especial.

Reserva Natural do Estuário do Sado abrange o essencial do estuário do Sado, e estende-se por território pertencente aos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Palmela e Setúbal.



No Estuário do Sado existem alguns santuários de aves limícolas, aves adaptadas para recolher os seus alimentos em níveis de água muito baixos. Exemplos destas aves são os pilritos, maçaricos e alfaiates que se alimentam basicamente de crustáceos, larvas e outros, espécies abundantes nos sapais e salinas que lhes oferecem, para além do alimento, locais de abrigo propícios para a passagem do Inverno moderado característico do estuário, fugindo assim aos rigorosos invernos nórdicos.

Os flamingos e várias espécies de patos utilizam as condições da região para repousarem durante as suas migrações para África. 





Símbolo da Reserva Natural do Estuário do Sado, os habitantes que mais se distinguem pela sua simpatia são os golfinhos. É raro encontrá-los na Europa, nadando livremente no seu habitat natural, mas no Rio Sado reside uma importante colónia de roazes-corvineiros, assim designados pelos pescadores por lhes roerem as redes de pesca e se alimentarem principalmente de corvinas. Não perca a oportunidade de fazer um passeio de barco e observar alguns exemplares destes mamíferos brincalhões.



Património

Do património há que destacar o Moinho de Marés da Mourisca, localizado junto ao rio, na zona do Faralhão, na Herdade da Mourisca, que como centro de informação, sensibilização ambiental, de birdwatching e polo de descoberta da Reserva Natural é um importante marco.

O Moinho de Marés da Mourisca é gerido conjuntamente entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Câmara Municipal de Setúbal e promove regularmente ações de sensibilização e formação ambiental. Está ainda aberto regularmente ao público em geral e à visitação específica de escolas e grupos.


Moinho de Marés da Mourisca (Centro de Informação)


Caminhadas e Percursos: sugestões de visita:

Em termos de itinerários de visita, o Estuário do Sado pode ser dividido em margem norte e margem sul.


A margem norte do Estuário

Compreende a zona que se estende desde Alcácer do Sal até Setúbal, passando por Águas de Moura, Praias do Sado e pela zona industrial da Mitrena.

Na margem norte, o local mais acessível é a zona da Mourisca. Existem alguns percursos de observação assinalados (ver folheto), resultantes de uma colaboração entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Câmara Municipal de Setúbal.

Na Herdade da Mourisca, o Moinho de Maré da Mourisca é o ponto de partida do “Percurso pedestre da Mourisca”. O Moinho de Maré da Mourisca localiza-se numa zona de sapal, salinas e montado, rodeado de terrenos antigamente usados para o cultivo de arroz e  possui uma grande riqueza de aves estuarinas. 

Comece pelo centro de informação do moinho e peça um folheto, com os pontos de interesse do percurso e lista da aves que pode observar.

No inverno, o estuário do Sado acolhe milhares de aves, entre espécies residentes e migratórias. Destaque para o colhereiro, o mergulhão-pequeno, a garça-real, o tartaranhão-ruivo-dos-pauis, o pernilongo e o flamingo.

Lembre-se que estas espécies são muito sensíveis à perturbação, pelo que deverá manter o silêncio durante a caminhada.

Este percurso pode ser feito junto com o "Percurso pedestre do Montado". Ambos se encontram sinalizados e são de fácil utilização.


Percurso da Mourisca


Percurso da Mourisca - Estuário do Sado

Localização: Estuário do Sado

Âmbito: Reserva Natural-Paisagístico

Distância a Percorrer: 1,8 Km

Nível de Dificuldade: Fácil


Notas:

Herdade da Mourisca

Faralhão - Sado - Setúbal

T.: 265 783 090 | 914 162 354
gatur.moinho@mun-setubal.pt
Coordenadas de localização GPS: 38o31´43.32″N8048´22.09″W


A margem sul do estuário

Compreende toda a zona que se estende desde Alcácer do Sal até a Comporta e daqui para norte em direção a Troia. A Península de Troia é uma restinga com cerca de 15 km de comprimento, e é um bom local para observar flamingos, patos e diversas espécies de limícolas. Com dunas de areias brancas e águas tranquilas, Troia é uma ótima estância balnear que também poderá ser o seu ponto de partida para descobrir esta bela região.




Acompanhe o Portal de Turismo
     




Turismo histórico - em destaque